56%
A maior queda vem primeiro.
É o que já tinha ido embora em uma hora. Justo a janela em que quase ninguém revisa.
Em 1885, Hermann Ebbinghaus mediu a velocidade do esquecimento: em uma hora, mais da metade já tinha ido embora. Mais de um século de pesquisa depois, a saída é conhecida. Tentar lembrar, no intervalo certo, exatamente o que você errou.
Com base em
Chance de lembrar um cartão
Modelo ilustrativo. Cada ponto é uma revisão.
Ebbinghaus decorava sílabas sem sentido, como estas, para medir a memória sem a ajuda do significado. Você tem 10 segundos para guardar seis. Mais adiante, vamos pedir de volta.
Ebbinghaus decorou listas de sílabas e voltou a elas depois de 20 minutos, 1 hora, 9 horas e 1, 2, 6 e 31 dias. Toque nos pontos para ver quanto ainda estava lá.
O que ainda estava na memória
Os pontos estão igualmente espaçados; o tempo entre eles, não.
Logo depois de decorar
100%
ainda estava na memória
A lista inteira decorada. É o ponto de partida.
Como ele mediu. Pelo tempo que economizava para decorar a mesma lista de novo. Se levava metade do tempo da primeira vez, metade ainda estava lá.
56%
É o que já tinha ido embora em uma hora. Justo a janela em que quase ninguém revisa.
7 pontos
Foi tudo o que se perdeu do 2º ao 31º dia. O que passa dos primeiros dias tende a ficar.
130 anos
Em 2015, Murre e Dros refizeram o experimento, com 70 horas de estudo, e encontraram uma curva parecida com a original.
Em 2006, na Universidade Washington em St. Louis, estudantes leram textos em quatro rodadas. Uns só releram. Outros trocaram leituras por tentativas de lembrar o texto, sem olhar.
Veja o que cada grupo lembrava cinco minutos depois e uma semana depois.
Cinco minutos depois, quem releu quatro vezes lembrava mais. E se sentia mais confiante.
Roediger e Karpicke, Psychological Science, 2006. Experimento 2, porcentagem das ideias do texto lembradas.
Na Science, em 2008, estudantes aprenderam 40 pares de palavras em suaíli. Depois que acertavam um par, uma parte seguia tentando lembrá-lo e outra só seguia estudando. Uma semana depois:
80%seguiu tentando lembrar
36%só seguiu estudando
Estudar de novo o que você já sabe quase não somou. Tentar lembrar, sim. Karpicke e Roediger, Science, 2008.
Seu tempo de revisão é curto. A questão que você errou mostra, com endereço, onde a memória falhou. E a pesquisa mostra que é ali que a revisão rende mais.
Um acerto confirma o que já está firme. O erro mostra o que ainda escapa: o assunto, o tema e a alternativa que te enganou.
Na MEDFYE, ele entra sozinho no Caderno de erros.
Erros cometidos com muita confiança são os mais corrigidos depois que a pessoa vê a resposta certa. A surpresa prende a atenção. É o efeito de hipercorreção.
Butterfield e Metcalfe, 2001.
Tentar responder antes de ver a resposta, mesmo sem acertar, melhorou o aprendizado em relação a ler pergunta e resposta juntas. Por isso o flashcard esconde o verso.
Kornell, Hays e Bjork, 2009.
Revisar quando a memória começa a cair recomeça a curva, e ela passa a cair mais devagar. Arraste e veja o que cada revisão faz.
Uma meta-análise de 317 experimentos confirmou que espaçar vence concentrar. Num estudo com mais de 1.350 pessoas, o melhor intervalo ficou perto de 20% do tempo até a prova, para provas a algumas semanas, e caiu para cerca de 5% com a prova a um ano.
Cepeda e colegas, Psychological Bulletin, 2006, e Psychological Science, 2008.
Chance de lembrar um cartão
5revisões feitas
96 diasaté a próxima
97%chance de lembrar no dia 100
Modelo ilustrativo, não é medição: a memória cai de forma exponencial, e cada revisão com "Lembrei" dobra o intervalo, como na MEDFYE.
Não é só com sílabas e listas de palavras. Estes estudos foram feitos com residentes e estudantes de Medicina.
Medical Education2009
39% × 26%
Acerto seis meses depois: tema testado × tema relido
Residentes de Pediatria e Emergência tiveram aula de estado de mal epiléptico e miastenia grave. Cada um revisou um tema com testes e o outro relendo um resumo, três vezes em cerca de um mês. Seis meses depois, o tema testado venceu.
Larsen, Butler e Roediger. Ensaio randomizado.
Medical Education2007
6 a 11 meses
Tempo desde a disciplina entre os que mais ganharam
Estudantes de Medicina receberam, toda semana, casos clínicos em forma de questão, com resposta e explicação. A retenção no fim do ano melhorou, e o ganho foi maior para quem tinha visto o conteúdo de 6 a 11 meses antes.
Kerfoot e colegas. Ensaio randomizado.
Perspectives on Medical Education2015
72 estudantes
Mais flashcards revisados, maior nota no USMLE Step 1
O número de flashcards diferentes revisados no Anki previu a nota do Step 1, mesmo levando em conta MCAT e notas da faculdade. O número de questões feitas também previu. É uma associação, não prova de causa.
Deng, Gluckstein e Larsen. Estudo observacional.
Da primeira curva do esquecimento às revisões sobre técnicas de estudo, os achados se somam: tentar lembrar, e espaçar as tentativas.
1885
Hermann Ebbinghaus mede a própria memória por anos: a perda é rápida no começo e desacelera depois.
Über das Gedächtnis2001
Butterfield e Metcalfe mostram que a resposta certa fixa melhor justo onde a pessoa errou confiante.
Journal of Experimental Psychology2006
Roediger e Karpicke: uma semana depois, quem tentou lembrar guardou mais do que quem releu.
Psychological Science2006
Cepeda e colegas reúnem 839 comparações de 317 experimentos numa meta-análise.
Psychological Bulletin2008
Karpicke e Roediger: depois do primeiro acerto, reestudar quase não somou; tentar lembrar, sim.
Science2008
Com mais de 1.350 pessoas: quanto mais longe a prova, maior o intervalo ideal entre as revisões.
Psychological Science2009
Kornell, Hays e Bjork: tentativas sem acerto melhoraram o aprendizado que veio depois.
Journal of Experimental Psychology2013
Dunlosky e colegas avaliam 10 técnicas de estudo. Só duas recebem utilidade alta: testar-se e espaçar o estudo. Reler e grifar, baixa.
Psychological Science in the Public Interest2015
Murre e Dros refazem o experimento de Ebbinghaus e encontram uma curva parecida com a original.
PLOS ONESem planilha e sem print. O erro entra sozinho no caderno, e o que merece virar cartão você escreve em segundos.
Criança de 3 anos com febre alta há 4 dias, tosse, coriza e conjuntivite. No exame, pontos esbranquiçados na mucosa jugal. Qual é o diagnóstico mais provável?
Cartão salvo na sua coleção
Toque em uma avaliação.
7 dias de garantia
Marque as seis que você viu. Algumas das outras são parecidas de propósito.
A ciência explica o porquê. Estas regras transformam isso em rotina.
De cabeça ou em voz alta. Só depois vire o cartão. É o esforço de buscar a resposta que fixa.
Pergunta curta, resposta curta. Se a resposta virou uma lista longa, divida em vários cartões.
No verso, além da resposta certa, anote por que a alternativa que você marcou estava errada.
Lembrou com muito esforço? É Difícil, não Lembrei. A sua avaliação decide quando o cartão volta.
Comece o estudo pelos cartões vencidos. Espaçar rende mais do que uma maratona no fim de semana.
Cartão que não funciona
Pergunta vaga e resposta enorme: dá para achar que sabe sem lembrar de nada.
Cartão que funciona
Uma pergunta, uma resposta e a armadilha que te derrubou.
Não. A coleção inicial vem pronta, feita a partir das questões autorais da MEDFYE. Os cartões dos seus erros você cria com as suas palavras e pode editar ou excluir quando quiser.
Ele não se perde. Toda questão errada entra no Caderno de erros com a alternativa que você marcou e só sai quando você acerta. Na tela Revisões, cartões vencidos e questões erradas aparecem juntos.
O que estiver vencido no dia. Como o intervalo cresce a cada vez que você lembra, cada cartão aparece cada vez menos, e sobra tempo para o que é novo.
Não. Questões também são tentar lembrar, e mostram o que falta. Os cartões cuidam do que você errou. Na MEDFYE, o erro ainda aumenta a prioridade do assunto na sua semana. Veja como a fila é calculada.
Caderno de erros, flashcards e revisões no tempo certo, com 7 dias de garantia.
Ver planosOs gráficos de revisão usam um modelo ilustrativo, não medições. Os números de Ebbinghaus são a economia ao reaprender, publicados em 1885; os demais vêm dos artigos citados. A questão e os cartões de sarampo são exemplos escritos para esta página. Pesquisas descrevem médias de grupos e não garantem resultado individual.